Talvez aquele garoto bonitinho que você tanto deseja, talvez ele não seja o suficientemente bom pra você.
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spoiler*
♥ Anonymous

Sim, moça (o), obrigada por me concerta ><

1 week ago 0 notes Reblog

Um Passado As Escuras

Gente Spoiler do primeiro capitulo de Delegada Suspeita, corram para ler ><

1 week ago 0 notes Reblog
Qual o nome dá terceira música ???
falha-no-engano

O nome da terceira musica é MIKA - Underwater

Kkkkkk nem moro,onde c mora??cadê o capítulo?
memorie-to-let-go

Eu moro perto da Pampulha. Sim, você mora muito longe. kkk

Não sei quando sai o próximo capítulo, mas vou tentar postar o mais rápido possível.

1 week ago 0 notes Reblog
Lu lindaa, hoje é o meu aniversário, estou fazendo 16. Quero um capítulo novo de presente!!! E manda parabéns pra mim(Suelen)!!!
♥ Anonymous

Parabéns, Suelen!! Muitos anos de vida e tudo de bom pra tu. heheheimage

image

Seu presente não vou poder dar hoje, mas vou tentar postar o mais rápido possível ><

Assista esse vídeo para te animar nessa data querida  (tem que ver até o final u.u)

1 week ago 0 notes Reblog
Eu moro no buritis kkkkkk a emi estudava no padre machado por acaso?
memorie-to-let-go

Você mora longe kk.

Ela não estudava lá não hauhau..

1 week ago 0 notes Reblog
nossaaaa ta perfeita dms
lowlsly

Muito obrigada, linda :)

1 week ago 0 notes Reblog
POSTA MAISSSSSSSS SEMPRE MAISSSSSSSS EU IMPLORO TE AMO LINDA
♥ Anonymous

Não sei quando vou postar o próximo, mas vou me esforçar o máximo para postar rápido :)

1 week ago 0 notes Reblog
Maaaaano adorei ! Kkkkk nossa te adoro mano ! Mtoo lindoo.. lindo msmoo... Qndo sai o proximo capituloo ?? E vai ter algo mto especial nessa festaa ??? #ancioosaaa Poste loooogo Luuuu !!!!! :)
geisyanematos

Muito obrigada *—* 

Fico muito feliz em ler isso, de verdade. Não sei quando vou postar o próximo, mas espero que logo :)

1 week ago 0 notes Reblog

Cap. 37 - Parte 1

Na manhã do meu aniversário eu acordei totalmente desanima, não por ser meu aniversário, quer dizer, em partes era isso sim, mas era porque eu não iria comemorá-lo com todos os meus amigos.

-Bom dia, filhota. –A Paula deitou ao meu lado.

-Que horas são? –Murmurei, jogando o cobertor por cima do rosto.

-Hora de ganhar seus presentes. –Ela me cutucou.

-Opa! Você disse presentes? –Me virei para ela e ela levantou uma sobrancelha.

-Feliz aniversário, Emi! –Ela segurou o meu rosto entre as mãos e me encheu de beijos.

-Mãe, para. –Disse, tentando me afastar dela. Ela continuou me dando beijos e depois partiu pra apelação, as cosquinhas. –É serio, para. –Comecei a rir.

-Estou tão triste que você está ficando velha, mas estou tão feliz que você está ficando velha. –Ela parou de me beijar e de fazer cosquinhas e me deu um abraço apertado.

-Que coisa estranha de se dizer. –Afundei o rosto em seus cabelos.

-Desculpe. –Ela disse se afastando e limpando o rosto.

-Você tá chorando? –Coloquei as mãos em seu rosto e ri.

-É o que as mães fazem, elas choram quando os filhos ficam mais velhos. Logo logo você vai se casar, se mudar e depois vai ter seus próprios filhos.

-Uau! –Saí da cama e fui até a porta. –Você já está pensando nisso? Eu tenho uma novidade pra você. Eu não pretendo me casar e nem ter filhos.

-Que coisa feia de se dizer. Quem vai cuidar de você quando você estiver velha? –Ela cruzou os braços.

-Os enfermeiros do asilo. –Sorri. –Ou eu vou morar com um dos meus irmãos.

-Você é muito boba. –Ela riu.

Eu senti dois bracinhos envolvendo a minha cintura e outros dois envolvendo a minha perna direita.

-Feliz aniversário, Emi! –Disse a Pri, ela era forte para uma garota daquele tamanho.

-Obrigada. –Coloquei um braço ao redor do pescoço dela e baguncei o cabelo no Miguel com a outra mão.

-Parabéns! –Ele apertou mais a minha perna.

-Obrigada, amigão. –Eles me soltaram e depois correram até a Paula.

-Tem certeza que você não vai poder comemorar comigo hoje à noite? –Perguntei e depois fiz uma cara de cachorrão pidão.

-Desculpe meu amor, mas eu não posso deixar de ir nessa reunião com o Fernando hoje. –Ela disse, meio sem jeito.

-Mas a gente não ia… –Antes que o Miguel terminasse de falar a Paula deu um peteleco na cabeça dele. –Aai! –Ele falou, esfregando a cabeça.

-Eu entendo. –Dei de ombros. –Deixa para ano que vem então.

Até agora a minha lista de convidados para o meu aniversário era curta. Minha mãe e meus irmãos não iriam, meus avós não iriam e a grande maioria dos meus amigos também não iriam. A semana inteira eu insisti para que a Itália, a Day e o Eron fossem, mas parecia que eles tinham compromissos inadiáveis, todos tinham.

-Ei, garotinha. –Disse o Fernando, me puxando para um abraço. –Feliz aniversário. Que venham mais dezessete anos. –Ele riu.

-Eu deveria ficar brava com você. –O abracei de volta.

-Por quê? –Ele franziu o cenho.

-Porque você tem essa reunião chata hoje e você e a Paula não vão poder comemorar comigo hoje.

-Aaaah… –Ele se afastou de mim e balançou a cabeça. –Claro. A reunião. –Ele desviou os olhos e mordeu a parte de dentro da boca. –Me desculpe garotinha. É que essa reunião é inadiável. –Ele sussurrou

Seus olhos estavam inquietos e seu rosto confuso. Cruzei os braços e levantei uma sobrancelha.

-Vocês estão escondendo alguma coisa de mim? –Cerrei os olhos e olhei feio para ele.

-O quê? –Ele arregalou os olhos. –Não. –Ele balançou os braços e deu uma risada nervosa. –Já estou indo amor! –Ele disse para alguém. –A sua. Mãe. Tá. Me. Chamando. –Ele disse pausadamente.

-Não chamou, não. –Balancei a cabeça.

-Chamou sim. –Ele também balançou a cabeça e me empurrou para o lado.

-Eu vou descobrir o que você está escondendo de mim, Fernando! –Falei por cima do ombro.

-Vai tomar café, garotinha. E aproveite seus dias, porque a partir de agora a vida começa ferrar você. –Ele disse em um tom brincalhão.

Durante a manhã inteira eu não recebi nenhuma ligação, quer dizer, recebi só uma, era da Lana confirmando se eu ia ao shopping com a Rafa para olhar o vestido de noiva. Aquela garota nem se quer me desejou feliz aniversário. Tentei fazer com que ela se lembrasse, mas não deu certo.

“-Você sabe que dia é hoje, Lana? –Perguntei, com a minha voz carregada de esperança.

-Sábado. –Eu praticamente podia vê-la mexendo na unha e bocejando. –Por quê? –Quando eu não respondi, ela soltou um gemido. –Aaaah é. Tsc tsc. Hoje é seu aniversário, né?

-É…

-Emi, eu esqueci. Nem me dei conta que era hoje. Desculpe-me.

-Tudo bem. –Tentei não parece decepcionada.

-Parabéns. Juro que vou te recompensar pelo meu esquecimento. Eu tenho que ir agora. Até daqui a pouco.

-Até.”

Eu não fiquei brava por ela ter esquecido que dia era hoje, não que fosse importante, mas ela era minha melhor amiga e eu achei que ela iria se lembrar.

-E meu dia vai ficar ainda melhor. –Disse para mim mesma. Joguei meu celular no chão e olhei para o teto.

~

-Parabéns, princesa! –Disse a Ana, quando me viu. Ela me abraçou, depois me deu beijo nos dois lados da minha bochecha. –Que todos os seus sonhos se realizem.

-Obriga. –Sorri.

-Agora é a minha vez. –Disse a Rafa, empurrando a Ana para o lado e me abraçando. –Parabéns! –Ela cantarolou. –Tudo de bom pra você, Emi.

-Obrigada, Rafa.

-Você continua brava comigo? –Perguntou a Lana.

-Não. –Balancei a cabeça.

-Desculpe, Emi, de verdade.

-Tá, tudo bem. –A puxei para um abraço.

-Prometo que nunca mais vou fazer isso. –Ela deu um sorriso envergonhado.

-Acho bom. –Estreitei os olhos e sorri. –Bem, o que nós temos que fazer primeiro? –Perguntei.

-Eu marquei com a atendente da loja de noivas duas horas, ou seja, nós temos uma hora e meia de bobeira. –Disse a Rafa.

-Ótimo –a Ana entrelaçou o meu braço com o dela e começamos a andar –, nós vamos fazer o que toda menina –ela olhou para mim –ou pelo menos quase todas, gosta de fazer.

-Comer? –Levantei uma sobrancelha.

-Não. –Ela me cutucou com o cotovelo. –Compras.

Eu olhei de relance para a Rafa e ela fez uma careta, ao seu lado a Lana deu um enorme sorriso e tirou alguma coisa da carteira, talvez um cartão de credito.

-Vocês sabem que vão ter que ter paciência com a mulher grávida, não é? –Disse a Rafa.

-Sem problemas. –Nós caminhamos até uma loja de roupas e antes de entrarmos a Ana começou a rir. –Nós vamos fazer o que toda a atendente odeia.

-E o que é? –Perguntou a Lana.

-Experimentar o maior número de roupas possível e não levar nenhuma.

-Nós sabemos que isso não vai acontecer. –Olhei para ela. –Todos sabem que você vai experimentar todas as roupas possíveis e depois vai estourar o cartão de credito do seu pai.

-Você me conhece tão bem. – Ela riu.

Se existia uma coisa que eu não gostava de fazer em uma loja era experimentar roupas, sim, eu adorava comprá-las, mas odiava ter que experimentá-las, principalmente quando a loja estava cheia.

-Então –perguntou a Rafa, tirando uma blusa da arara –, como está sendo o aniversário da minha amiga? –Ela olhou para a blusa e depois para mim.

-Como um dia normal. –Dei de ombros. –Só que um pouco triste.

-Por quê? –Ela franziu o cenho.

-As pessoas que eu achei que me ligariam hoje, não me ligaram. –Olhei para ela, mas ela desviou os olhos.

-Ninguém? –Ela perguntou baixinho.

-Não. –Fui para o outro lado da arara e olhei algumas blusas, nenhuma me interessou. –Meus avós, meus amigos, nem mesmo o Ethan me ligou.

-Hmm… –Ela balançou a cabeça.

Ficamos mais alguns minutos olhando as roupas enquanto a Lana e a Ana enchiam sacolas e mais sacolas com roupas para experimentarem. Finalmente, depois que elas saíram dos provadores nós fomos até o caixa. A Lana carregava umas três sacolas lotas de roupas, enquanto a Ana carregava umas cinco ou seis sacolas.

-Vocês acham que o meu pai vai ter um ataque quando chegar à fatura do cartão? –Perguntou a Ana.

-Provavelmente ele vai matar você. –Eu disse, peguei o braço da Rafa e andamos para o outro lado, tentando sair da fila. –Nós vamos esperar vocês lá fora.

-Depois que sairmos da loja de noivas, o que você vai querer fazer? –Perguntou a Rafa.

-Hmmm… –Murmurei pensativa. –Eu achei que nós iríamos ao tio Odi.

 -E nós vamos. –Ela sorriu. –Só que é bem mais tarde e eu achei que você queria fazer alguma coisa para passar o tempo.

-Não que eu não queira comemorar com vocês –olhei para ela, por cima do ombro –, é só que eu não estou muito animada hoje. É a primeira vez que eu passo o meu aniversário sem o meu pai e sem nenhuma ligação. –Olhei para o chão.

-Eu sei que você está triste. –Ela colocou uma mão nas minhas costas e as esfregou. –Eu odeio ver você assim e eu acho que sei de uma coisa para deixar você animada. –Ela cutucou minha cintura com um dedo.

-E o que seria? –Perguntei cheia de duvidas de que qualquer coisa poderia me animar hoje.

-Lembra daquela loja de vestidos para festas que nós fomos quando a Lana fez quinze anos? –Eu sorri ao meu lembrar disso.

-Lembro. A vendedora de lá era uma senhora muito divertida.

-Então, eu pensei que poderíamos passar lá para escolhermos um vestido para o seu aniversário. –Olhei para ela, confusa. –Bem, se vamos comemorar o seu aniversário só nós quatro que ele seja comemorado em grande estilo. –Ela piscou para mim.

Ela parecia tão animada com a ideia, eu queria estar, mas sei lá… Tudo bem! Eu juro que iria me esforçar para ser a pessoa mais animada de todas hoje.

-Claro. –Sorri. –Nós podemos sim.

-Serio? –Ela levantou uma sobrancelha, claramente desconfiada.

-Uhum. –Comecei a rir da cara que ela fez. –Por você e pelas meninas.

-Não, Emi! –Ela parou de andar e ficou de frente para mim. –Você não tem que ficar animada nem por mim e nem pelas meninas, e sim por você… –Ela fez uma careta e entortou o pescoço. –Pera aí. –Ela disse, franzindo o cenho. –Aquele ali não é o pai do Ethan? –Ela apontou para algum lugar atrás de mim.

Eu olhei para trás e vi um homem alto e elegante, usando roupa casual e aparentemente feliz. Sim, aquele é o pai do Ethan.

-É ele mesmo. –Fiz que sim com a cabeça. –O que ele está fazendo em uma loja para mulheres?

Foi então que eu vi uma garota tocando o braço dele e depois mostrando um vestido exageradamente curto. Ela não era muito alta e nem muito baixa, tinha um longo cabelo loiro platinado que quase se confundia com a sua pele, ela era tão bonita que eu tinha duvidas se ela precisava usar tanta maquiagem. Ela não parecia ter mais de vinte e dois anos.

-Não deve ser. –Disse a Rafa, balançando a cabeça e chegando a mesma conclusão do que eu. –O Ethan e o Adam devem ter uma irmã mais velha. –Ela deu uma risadinha nervosa.

-Ela está praticamente se esfregando nele. –Disse baixinho. –Você acredita mesmo que ela seja irmã dos meninos? –Olhei para ela, me recusando a terminar de ver aquela cena patética.

-Talvez ela seja uma sobrinha meio tarada. –Ela levantou os ombros e também desviou os olhos.

-Vem. –Disse segurando o seu braço e praticamente a arrastando comigo. –Eu não acredito que ele trocou a Lena por aquilo.

-Eles podem estar muito apaixonados. –Ela mordeu a boca.

-Claro. É aquela típica relação em que ela ama o dinheiro dele e ele ama como ela o chupa. –Disse, rangendo os dentes.

-Emi! –Ela meu deu um tapinha no ombro.

Eu estava com raiva do Capitão. Eu sei que não tenho nada com a vida dele, mas como ele pôde ter trocado a família dele por aquela garota que tem a idade para ser sua filha!

-Você vai contar para o Ethan?

-Eu não sei se devo. –Mordi a boca. –Talvez não seja eu que deva dar a noticia para ele.

-Você vai contar para a Lana?

-Se eu contar pra ela, ela vai acabar contando para Deus e o mundo. Nós sabemos como ela adora fuxicar sobre a vida alheia.

-Quem adora fuxicar sobre a vida alheia? –Perguntou a Ana, atrás de mim.

-Ninguém. –Disse a Rafa, dando uma risadinha.

-Você está bem, Emi? –Perguntou a Lana. –Parece meio pálida.

-Eu estou bem. –Tentei sorrir, mas meu sorriso pareceu claramente forçado.

-Tem certeza? –Fiz que sim com a cabeça.

-Ótimo. Então vamos andando, porque temos mais meia hora de tempo livre.

~

Eu passei a maior parte do tempo revendo a cena do Capitão e da garota-que-tinha-idade-para-ser-filha-dele. Será que eu devia contar para o Ethan? Eu não sei como ele iria reagir. Acho que ele não esperava que a mulher que o pai disse que estava apaixonado na verdade era uma “garota”. Acho que ninguém esperaria isso. O Capitão parecia um cara tão serio e reservado, ele não parecia ser o tipo de homem que dava bola para garotas que usavam decotes que mostrasse de mais e uma calça justa de mais.

Nós fomos na loja de vestidos do qual a Rafa falou. Eu não me animei em experimentar nenhum vestido, mas como eu estava disposta a deixar que as meninas me animassem, experimentei. Acabei escolhendo um vestido rosa bebê, que ia até os meus joelhos e ele era tomara que caia. Com certeza ele era o tipo de vestido que era para usar só uma vez, porque se você usasse mais de uma ele perderia completamente a graça. Imaginei-me usando-o em outra ocasião, uma em que eu não estivesse tão para baixo. Depois de sairmos da loja, fomos para a loja de noivas.

-Ei, Emi. –A Rafa me despertou dos meus pensamentos. –Eu estou falando com você.

-Desculpe. –Balancei a cabeça e olhei para ela. –Do quê você estava falando?

-Que eu já tinha vindo aqui com o Pietro e que eu acho que já me apaixonei por um vestido.

-Pera aí pera aí. –Disse a Ana, coçando a cabeça e mordendo a boca. –Você já veio aqui com o Pietro e ele já viu o vestido? –Ela perguntou surpresa. –E a tradição? –Ela cruzou os braços e olhou para a Rafa? –Lembra? Aquela que diz que o noivo não pode ver o vestido da noiva até o grande momento.

-Eu não ligo para essas tradições. –A Rafa balançou os braços.

-Você não acredita? –A Ana disse indignada.

-Não. –a Rafa ignorou o tom de voz da Ana. –Até porque se eu realmente respeitasse as tradições não me casaria grávida.

-Ela está certa. –Concordou a Lana.

-Tudo bem. –A Ana passou as mãos pelo rosto e deu um longo suspiro. –E como é o vestido.

-Vocês vão ver. –A Rafa disse, com um sorriso travesso no rosto. –Com licença? –Ela colocou os braços no balcão da atendente e sorriu. –Eu tenho hora marcada com a Mônica. –A atendente deu um sorriso simpático e digitou alguma coisa no computados.

-Por aqui. –Ela apontou para o outro lado da sala e nós a seguimos. –A Mônica vai atendê-las em alguns minutos. –Ela deu outro sorriso simpático e se retirou.

-Rafaella. –Disse uma mulher, andando na nossa direção.

-Mônica. –A Rafa deu dois beijos em cada lado do rosto da mulher e depois se virou para nós. –Essas são minhas amigas.

-Oi. –Ela disse animada. –É um prazer em conhecê-las. –Ela apertou a mão de cada uma e apontou para um sofá grande. –Por favor, sintam-se a vontade. Eu ofereceria champanhe para vocês, mas acho que isso é ilegal. –Ela deu uma risadinha. Nós nos sentamos no sofá, que era extremamente confortável. –Você vai querer mostrar aquele que você gostou mais ou os outros?

-Eu quero mostrar os outros primeiro, quero deixar o melhor para o final. –A Rafa sorriu e depois a Mônica segurou sua mão.

-Nós já voltamos. –Ela chamou uma garota e pediu para que ela guardasse as nossas sacolas de compras.

Minutos depois a Rafa voltou, usando um vestido que ia até a altura dos joelhos. Acho que ele não era o meu vestido favorito e nem o das meninas. A Lana fez uma careta quando viu uma enorme flor na parte de trás do vestido e eu tenho certeza que a Ana não gostou porque não tinha brilho nenhum.

-Aaah… –A Rafa fez uma careta. –Qual é? Ele é muito fofinho.

-Você não ficou muito bem nele. –Disse a Lana, com um pouco de cautela.

A Rafa se virou para o espelho e analisou seu reflexo. Parecia que a única parte que tinha ficado redonda, além de sua barriga, era seu rosto, mas fora isso ninguém notaria que ela estava grávida.

-Eu acho que eu preferiria um vestido mais longo. –Disse a Lana. –E com mais brilho.

-E você? –Ela perguntou para mim.

-Eu também preferiria um mais longo.

-Tudo bem. –A Mônica voltou a estender a mão para ela e a Rafa a segurou. –Vamos experimentar o próximo.

Ficamos sentadas durante uma hora, vendo a Rafa com os seus vestidos favoritos, alguns eram logos outros não. Eu já estava começando a me acostumar com a ideia de que uma das minhas melhores amigas iria se casar e ter um filho, por mais estranho que isso parecesse.

-Ok. –A Rafa disse, soltando um suspiro de cansaço. –Acho que depois de todo esse tempo eu posso mostrar o meu vestido para vocês.

-Finalmente! –Disse a Lana.

A Rafa voltou para o provador e demorou alguns minutos para reaparecer e quando ela voltou meus olhos instantaneamente se encheram de lágrimas. E por quê? O vestido dela era simplesmente perfeito.

-Tcharan! –Ela ergueu os braços e sorriu. –Eu sabia que vocês iriam gostar. –Os olhos dela também estavam cheios de água. Ela foi até o espelho e deu um enorme sorriso.

O vertido era incrível. Ele era longo e de um ombro só, ele era simples e não era tão exagerado do brilho, na verdade não tinha brilho em lugar nenhum, o que o fez ser mais lindo ainda.

-Ele me faz querer chorar. –Disse a Ana, sua voz estava carregada de emoção. –Não chorar de tristeza. –Ela se corrigiu quando a Rafa olhou para ela. –Mas sim de alegria.

-Ele ficou tão lindo em você. –A Lana já estava limpando as lagrimas dos olhos.

-Ele é incrível. –Sussurrei, sem conseguir tirar os olhos dela.

-Fico tão feliz que vocês gostaram. –A Rafa também estava limpando as lágrimas dos olhos.

-Quando você vai se casar? –Perguntou a Mônica, colocando alguns alfinetes no vestido.

-Perto do Natal. –Ela se virou para o espelho e alisou a barriga.

-E pra quando é o bebê?

-Se tudo der certo, para começo de janeiro.

-Como assim se tudo der certo? –Perguntei.

-Nada não. –A Rafa se virou. –Bem, Mônica, eu vou ficar com ele.

-Não poderia ser diferente, ele ficou lindo em você.

-Obrigada. –Ela deu um abraço em Mônica e depois foi para o trocador.

~

Nós estávamos em um restaurante de comida italiana. Eu estava tão perdida em pensamento que a Lana teve que me dar um beliscão para que eu despertasse.

-Ei! –Disse, esfregando o braço. –Por que você fez isso?

-Porque você não estava me escutando. –Ela revirou os olhos. –Nós temos que ir. Temos que nos arrumar para sua festinha.

-Não é uma festinha. –Peguei minha bolsa que estava pendurada na cadeira e me levantei. –É uma reunião.

-Claro. –Ela concordou com a cabeça e entrelaçou nossos braços.

O ar do lado de fora do restaurante estava incrivelmente gelado e eu logo me arrependi de não ter trago minha blusa de frio. Nós caminhamos durante um tempo até chegar à casa da Ana, que não era muito longe do restaurante.

-Que horas são? –Perguntei, assim que entramos no quarto da Ana.

-Seis e vinte. –Ela jogou as sacolas de compra em cima da cama e abriu as janelas. –O que não é uma coisa boa, porque isso significa que não temos muito tempo para nos arrumarmos.

-Mas nós vamos sair só oito horas. –Coloquei meu vestido novo no canto do quarto e encostei-me à parede e olhei para o teto.

-Isso é pouco tempo para mim. –Ela disse com desdém.

-Eu vou tomar um banho. –Disse a Rafa, fazendo um coque no cabelo e entrando no banheiro.

Eu fui a próxima a tomar banho e fui a que mais demorou. A água me deixava relaxada, mesmo que fosse só por alguns minutos. Minha cabeça estava tão cheia de pensamentos que eu não conseguia pensar em mais nada alem de: ninguém ter me ligado e o pai do Ethan cm uma garota muito nova. Mais uma vez, eu sei que não tinha nada com aquilo, mas eu imagino como o Ethan ficaria surpreso/arrasado quando descobrisse.

-Ai, meu Deus! –Disse a Ana assim que me viu sair do banheiro. –Você está à coisa mais linda com esse vestido. –Eu olhei para ela e sorri. –É serio. Só está faltando uma coisa. –Ela correu até o armário de sapatos (sim, ela tinha um armário só para os sapatos) e pegou um salto alto que deveria ter uns quinze centímetros e colocou ao meu lado.

-Eu não vou usar isso. –Apontei para o salto. –Eu vou cair com ele.

-Pare de reclamar, garota. –Ela me olhou feio. –Só experimente.

Eu olhei para ela e percebi que ela não ia mudar de ideia até que eu experimentasse o salto. Ele era vermelho, mas não aquele vermelho escandaloso, tinha algumas tachinhas douradas e algumas pratas. Eu tenho que confessar, ele até que ficou bonitinho.

-Viu? Agora sim você está uma diva.

Eu encarei meu reflexo no espelho e fiquei me encarando. Eu era uma Emi completamente diferente da que usava calça jeans e blusas largas. Meu cabelo estava proso de lado por uma trança, os meus olhos não tinham muita maquiagem, mas a minha boca estava pintada com uma cor de batom velho fosco.

-Você está incrível. –Disse a Ana, colocando as mãos no meu ombro.

-Você também está linda. –Olhei para ela.

A Ana sempre teve um estilo elegante e comportado, por mais que ela fosse a Ana. Ela estava usando um vestido preto que era decotado atrás e um salto também preto. Seu cabelo estava preso em um coque alto e ela estava usando uma maquiagem escura nos olhos.

-Nós precisamos ir, são quase oito horas e meu pai disse que aconteceu algum acidente no centro, ou seja, isso vai atrasar mais a nossa vida. –Ela pegou a bolsa dela que estava jogada no canto e segurou a minha mão. –As meninas estão esperando a gente.

Quando eu começava a me animar para a “festa” eu perdia toda a animação quando me lembrava que praticamente todos que eu amava não estariam lá hoje. Eu só não estava entendendo uma coisa, por que eu estava usando uma roupa de festa se eu ia ao Centro Cultural do Odi? Lá as pessoas iam com pijama e tal.

-Eu estou pensando… por que nós estamos indo com roupas de festa se nós estamos indo em um lugar que as pessoas vão até de pijama? –Perguntei.

-Hã… –A Rafa olhou para mim e depois para a Lana em busca de ajuda. –Por que… Lana?

-Bem… ora, Emi! É seu aniversario e nós temos que comemorar em alto estilo. –Ela sorriu.

-Hmm… –Murmurei pensativa. –Vocês não estão me escondendo nada não, né?

A Ana se engasgou com alguma coisa e olhou para mim. –Lógico que não, querida. Porque nós faríamos isso?

-Não sei. –Estreitei os olhos e olhei para o rosto de cada uma. –Vocês estão muito estranhas nessas ultimas horas.

-Nós? –A Lana disse com um sorriso frutado. –Isso é coisa da sua cabeça.

-Pai, nós estamos chegando?

-Só mais dois minutos.

Ao meu lado, a Lana não parava de olhar para o celular e mandar mensagem para alguém, suas mãos e seus olhos estavam inquietos e ela mordiscava a boca toda hora. Quando estávamos quase chegando ao Centro Cultura eu percebi uma coisa estanha, não estava ouvido aquele barulho de musica alta e nem nenhum sinal de vida ali perto.

-Por que tá tudo tão quieto? –Perguntei para a Lana.

Antes que ela me respondesse ela mandou uma última mensagem e desligou o celular.

-Sabe que eu não sei. –Ela balançou a cabeça e piscou os olhos, como se fosse inocente.

O pai da Ana parou em frente ao galpão e nós descemos. Eu realmente estava achando tudo estranho, porque as portas estavam fechadas e eu só conseguia ver uma luz fraca saindo das janelas.

-O que vocês estão aprontando? –Perguntei baixinho.

-Shh… –A Rafa segurou a minha mão e me puxou até a porta.

Eu vi uma porta pequena se abrindo e quando eu percebi o Iago já estava me abraçando.

-Feliz aniversário, baixinha. –Ele disse, me dando um abraço apertado e me levantando do chão.

-Obrigada. –Disse, devolvendo o abraço. –Será que você pode me contar o que está acontecendo.

-Não posso não. –Ele riu e depois tirou um lenço do bolso.

-O que é isso? –Perguntei, levantando uma sobrancelha.

-Você vai ver.

Ele ficou atrás de mim e cobriu os meus olhos com o lenço, eu tentei me virar pra ele, mas alguém segurou os meus ombros.

-Só confia na gente, Emi. –Disse a Lana perto do meu ouvido. –Agora siga o som da minha voz.

A Ana segurou a minha mão e outra pessoa segurou a outras, elas me guiarão para dentro do galpão. Não sei quanto tempo eu andei, talvez alguns segundos ou alguns minutos, só sei que quando nós paramos eu consegui ouvir algumas risadinhas e meu coração começou a disparar.

-Feliz aniversário. –Alguém sussurrou em meu ouvido.

Finalmente tiraram o lenço dos meus olhos e antes que eu percebesse alguma coisa uma luz forte me cegou.

-Surpresa. –Um coro de vozes gritou junto, assim que eu tirei o lenço.

Nossa!, pensei. eles fizeram aquilo tudo para mim? Todas as pessoas que eu achei que não estariam comigo hoje estavam bem aqui. Eu senti finos braços envolvendo a minha cintura.

-Parabéns, minha boneca. –Disse a minha avó.

-Vovó. –A abracei tão forte que ela teve que me cutucar algumas vezes. –Eu achei que a senhora não ia vir. –Meus olhos se encheram de lagrima.

-Você achou mesmo que eu ia perder o seu aniversário? –Ela perguntou indignada. –Emi, claro que não. Eu e o seu avô nunca faríamos isso com você.

Eu olhei por cima do ombro dela e percebi que o meu avô estava parado logo atrás. Ela se afastou de mim e eu fui até ele.

-Vovô. –O abracei e senti um alivio tão grande quando eu os vi ali.

-Não chore, minha preciosa. –Ele riu. –Desculpe ter feito você achar que nós não iríamos vir.  –Ele se afastou de mim e limpou os meus olhos delicadamente. –Parabéns, minha preciosa. –Ele disse, voltando a me abraçar.

-Obrigada por ter vindo. –O apertei anda mais.

-Não agradeça. –Ele se afastou alguns centímetros e beijou o topo da minha cabeça. –Agora vá, não perca seu tempo com dois velhos. –Ele disse rindo.

Antes que eu falasse que eu nunca perderia meu temo com eles, alguém me segurou pela cintura e me rodopiou no ar.

-Feliz aniversário, Emi. –O Pedro me colocou no chão e sorriu para mim.

-Caramba. –Bati em seu peito. –Você me enganou direitinho. –Ele segurou os meus pulsos e me puxou para um abraço.

-Enganei, não enganei? –Ele riu. –Eu ainda não acredito que consegui fazer essa façanha.

-Será que você pode deixar um pouquinho dela para mim? –Perguntou alguém, logo atrás de mim.

-É claro. –O Pedro se afastou e eu me virei para ver que era a pessoa.

-Surpresa. –Disse o Toni, estendendo os braços e me puxando para mais perto.

-Seu cachorro. –Ele riu. –Você me fez achar que te esquecido o meu aniversário. –Ele estava com um cheiro tão bom.

-Eu nunca me esqueceria de você, sua bobinha. –Ele me apertou contra o seu peito. –Todo mundo sabe que se eu ligasse para você eu ia acabar dando com a língua nos dentes.

-De quem foi a ideia? –Perguntei.

-Adivinha? –Ele levantou uma sobrancelha.

-Lana. –Sorri.

-Oi. –Alguém me cutucou.

-Laura! –Fiquei surpresa.

-Parabéns! –Ela deu um sorriso envergonhado.

-Obrigada. –A abracei. –Nossa! Que surpresa ver você aqui. –Ela olhou para mim. –É uma surpresa boa. –Sorri.

-Olha, eu só acho que esse vestido está muito curto. –Uma voz grossa disse bem perto do meu ouvido.

-Eu sei que você adora olhar para as minhas pernas. –Olhei para trás e sorri para o Eron.

-Suas pernas não fazem o meu estilo, elas são curtas de mais. –Ele disse meio serio meio brincalhão.

Eu o abracei e ele falou alguma coisa que eu entendi como: “Agora você está pronta para ser mãe”, mas eu não tinha muita certeza de que ele disse isso. Eu olhei feio para ele, mas logo desviei os olhos quando eu vi a Maggie atrás dele.

-Ai, meu Deus. –A abracei. –Que bom que você veio.

 -Parabéns, Emi. –Ela sorriu. –Muitos anos de vidas para você e muita felicidade.

-Obrigada, para você também.

-Tcharan! –Disseram a Day e a Itália, juntas.

-Vocês também vieram. –Disse dando pulinhos de animação.

-Festa surpresa sem a gente não é festa surpresa. –A Day se gabou. –Feliz aniversário meu anãozinho. –Ela me abraçou forte e depois me deu dois beijos no rosto.

-Ela tem razão. –Concordou a Itália. –Parabéns, Emi. –Ela me abraçou. –Disseram que a gente não podia ligar para você, porque era para fazer você achar que tínhamos esquecido o seu aniversário.

-E vocês conseguiram. –Fiz biquinho e concordei com a cabeça.

-Annw… –Disse a Day, me puxando para mais um abraço. –Tadinha do meu anãozinho.

-Você é praticamente do meu tamanho. –Olhei para ela.

Eu cumprimentei mais algumas pessoas que eram da minha antiga escola e alguns parentes. Eu realmente estava muito feliz em vê-los todos ali. Quando finalmente encontrei com a Olivia, nossos corpos se chocaram em um abraço mal calculado.

-Parabéns, Emi. –Ela disse, me abraçando de novo, mas só que dessa vez mais delicadamente. –Te desejo todas as coisas boas do mundo.

-Obrigada, Livi. –Afundei meu rosto em seu pescoço e aquela mesma vontade de chorar voltou. –Ai caramba, você não imagina o quanto estou feliz, por você estar aqui. –Sorri.

-Eu também. –Ela se afastou.

-E você. –Apontei para o Iago. –Fez seu papel direitinho.

-Eu tive uma ótima professora. –Ele olhou para mim e eu fiz uma careta para ele. –Você está um encanto hoje. –Ele colocou o abraço ao redor da cintura da Livi e sorriu.

-Obrigada. –Fiz uma reverência. –Vocês também estão uns encantos hoje.

-Eu também estou? –O Adam acenou para mim.

-Mas é claro que sim. ––Sorri para ele.

-Meus parabéns, Emi. –Ele me abraçou.

-Obrigada. –Eu olhei por cima do ombro dele e vi que a Lana e a Ana estavam rindo. –Vocês me enganaram direitinho, não é?

-Esse era o nosso trabalho de hoje. –A Ana deu de ombros e sorriu.

-Fala serio, essa decoração ficou bem legal, não ficou? –Perguntou a Lana.

Olhei ao redor e realmente a decoração tinha ficado muito legal. O teto estava todo decorado com balões dourados e brancos, havia varias mesas espalhadas por todo o galpão e quase todas elas estavam ocupadas.

-Você está encantada agora, mas não viu o lado de fora. –Disse a Livi, sorrindo para mim.

-Aaah, é verdade. –A Lana concordou animada. –Nós devíamos ir lá para ver.

-Claro. –Concordei. –Mas é que eu tenho que ver algumas pessoas ainda. Podem ir à frente, eu alcanço vocês. –Elas concordaram e começaram a andar, antes que o Adam fosse atrás delas eu segurei seu braço. –O Ethan não veio? –Perguntei, tentando o máximo possível não transparece o meu desespero.

–Você acha que ele não viria? –Ele cruzou os braços. –É claro que ele veio. Ele estava aqui agora, mas parece que sumiu.  –Ele olhou ao redor. –Não se preocupe –ele tocou o meu ombro –, ele encontra você. –Ele sorriu e saiu andando.

-Ei, Emi. –O Iago segurou a minha mão. –Meus tios querem ver você.

-Claro. –Sorri. Ele me guiou entre algumas pessoas, que iam me parabenizando e me entregando presentes. –Eu acho que eu nunca ganhei tantos presentes assim. –Sorri, tentando equilibrar algumas caixas.

-Isso é porque você ainda não viu as três sacolas que estão lá em cima. –O Iago se virou para mim. –Me dê. –Ele pegou as caixas e algumas sacolas que estavam penduradas no meu braço.

-Gisele! –Gritou o tio Odi, acenando para mim.

-É Emi. –Corrigiu a Maria. –Oi, querida. –Ela me puxou para um abraço. –Parabéns, minha linda.

-Obrigada, Maria.

-Maria, eu já te disse para não me corrigir na frente das pessoas. –Sussurrou o tio Odi. –Gisele, Emi, Marta… tão faz. –Ele sorriu para mim. –Ela sabe que eu gosto dela. –Ele me puxou dos braços da Maria e me abraçou. –Parabéns, Gisele. –Ele disse rindo.

-Obrigada, tio Odi. E muito obrigada por você ter permitido que fizessem essa festa para mim.

-Foi um prazer, minha querida. –Ele acariciou meu rosto e olhou para o Iago. –Anda, garoto. Coloca esses presentes lá em cima e sirva alguma coisa para a Gisele.

-Sim, senhor. –O Iago fez um gesto com a cabeça para que eu o seguisse e foi o que fiz. –Você não imagina como ele ficou falando de você e dessa festa a semana inteira.

-O seu tio é um querido. –Sorri. Nós subimos uma escada até o anda de cima onde eu pude ver que tinha mais três sacolas, cheias de presentes. –Nossa.

-Eu disse. –Ele riu. –Você não viu o Ethan por ai, viu? –Ele perguntou, olhando para mim.

-Não. –Levantei os ombros. –Mas ele deve estar por ai.

-É. –Ele sorriu. –E a sua mãe? Você a viu?

-Ela está aqui? –Perguntei, meus olhos se arregalaram e meu queixo caiu.

-Todos estão aqui, Emi. –Nós descemos as escadas. –Será que você ainda não percebeu que foi enganada para acreditar que ninguém viria?

-Só estou um pouco chocada com isso. –Balancei a cabeça, pensativa.

-Sabe do que você precisa? –Olhei para ele. –De uma bebida.

-Aaah, sim… seria maravilhoso.

Finalmente eu vi a Paula, o Fernando e os meus irmãos sentados em uma mesa perto do jardim, eu corri até ele e abracei todo.

-Você não esperava por essa, não é? –Perguntou a Paula, colocando um braço ao redor da minha cintura.

-Nem um pouco. Se eu tivesse prestado mais atenção eu iria perceber que o Fernando estava escondendo alguma coisa. –Pisquei para ele.

-Eu sou péssimo em mentiras.

-Você é terrível. –Balancei a cabeça.

-Emi, Emi… –A Pri puxou a bainha do meu vestido e eu olhei para ela. –Você pode levar a gente lá fora? –Ela apondo para o jardim.

-Claro. Eu estou louca para ver o jardim. Vocês já foram lá? –Perguntei para a Paula.

-Já sim, ficou tudo muito bonito, você vai adorar.

-Vem. –Segurei a mãozinha da Pri e depois a do Miguel.

Eu praticamente perdi o fôlego quando eu vi o lado de fora. Estava iluminado com lusinhas coloridas e parecia que eles fizeram uma pista de dança no meio do jardim, cheia de luzes fluorescente e havia até um globo de festa.

-Eles capricharam mesmo. –Sussurrei.

-A gente pode ir ali? –Perguntou a Pri.

-Claro, mas tomem cuidado. –Eu soltei as mãos deles e eles saíram correndo.

-Ei, Emi! –A Ana acenou para mim. –Senta aqui com a gente.

Eu fui até eles e assim que eu me sentei começou a tocar uma musica alta.

-Fala serio? Vocês contrataram até DJ? –Levantei as sobrancelhas.

-Só o melhor, meu amor. –Disse a Rafa, me dando um beijo no rosto.

Algumas pessoas foram para o meio da pista de dança e começaram a dançar. O Iago apareceu trazendo uma bandeja de uma bebida verde fluorescente para cada um de nós.

-Você é o nosso garçom hoje? –Brincou a Livi.

-Hoje estou aqui para servi-los, mas garotinhas loiras com um sorriso tão lindo têm atendimentos especiais. –Ele piscou para ela.

-Que bom saber. –Ela mordeu a boca e piscou para ele também.

-Sem querer interromper o momento. –Disse a Lana, pegando um copo para ela e entregando outro para o Adam. –Mas o que é isso?

-Eu não tenho a menor ideia. –O Iago teve que aumentar o tom de voz, por causa da musica, depois entrgou um copo com suco para a Rafa. –Mas é alguma coisa com álcool.

Eu hesitei um pouco antes de pegar o copo, a última vez que eu bebi não acabou muito bem. Mas eu confiava em todos que estava aqui e com certeza não aconteceria nada. Eu bebi o liquido verde fluorescente do copo, tinha gosto de menta e alguma coisa parecida com vodca, era gostoso e esquentou o meu corpo à medida que eu ia tomando.

-Isso é bom. –Coloquei o copo em cima da mesa e olhei por cima do ombro da Rafa, para ver se eu conseguia ver os meninos, eles estavam dançando com o meu avô. –Ei, você viu o Ethan? –Perguntei perto do ouvido da Rafa.

-Ele estava aqui há alguns minutos. –Ela disse. –Ele estava procurando por você, daí foi lá para dentro.

-Acho que eu vou atrás dele. –Disse me levantando, mas a Rafa me impediu.

-Não. –Ela disse, tentando falar mais alto que a musica. –Daqui a pouco ele vai aparecer.

-Será que a senhorita me da à honra de dança? –Alguém segurou a minha mão e me rodopiou, era o Toni.

-Olha, a minha agenda está cheia. –Ela estreitou os olhos para mim. –Mas eu posso dar um jeito de te encaixar. –Ele saiu me puxando para a pista de dança. –Cadê a Laura?

-Ela está com aquela sua amiga de olho puxado –ele falou perto do meu ouvido –, parece que elas se conhecem.

-Que coisa, em?!

Nós começamos a dançar, uma coisa que eu sempre soube era que o Toni dançava melhor do que eu. Eu sempre pareci uma pata dançando perto dele.

-Você é uma péssima dançarina. –Ele me puxou pela cintura e sussurrou no meu ouvido.

-E você descobriu isso como? Quando eu pisei no seu pé ou quando eu pisei no vestido da menina? –Sorri.

Ele me rodopiou mais uma vez e sorriu. Nós dançamos umas três ou quatro musicas juntos, até que alguém segurou a minha mão e me tirou para dança. Quando eu percebi já estava dançando com o Ethan.

-Eu estava dançando com ela. –Disse o Toni, segurando a minha mão.

-Na verdade, você vai dançar comigo. –Disse a Laura, segurando o ombro dele e sorrindo para mim.

O Ethan colocou a mão na minha cintura e com a outra ele segurou minha mão. Estava tocando uma musica eletrônica e nós estávamos dançando uma musica lenta.

-Olha quem resolveu aparecer. –Tentei falar alto. Coloquei a mão livre em seu ombro e sorri.

-Você que é muito ocupada para dar atenção aos pobres. –Ele me puxou para mais perto. Caramba, como ele estava cheiroso.

-Você fica desaparecendo de mim. –Murmurei.

-Aliás, você está linda. –Ele disse, encostando a bochecha no meu rosto. Sua barba por fazer me fez cosquinha.

-Só isso que você tem para me dizer? –Disse em um tom provocador.

-É. –O senti sorrindo. –Por quê?

-Não sei. –Balancei os ombros, indiferente. –Tem uma festa acontecendo e você nem se perguntou por quê?

-Aah é… –Ele olhou para mim. As luzes coloridas refletiram em seus óculos e depois em seus olhos, os deixando com uma cor meio rosa meio roxa. –Hoje é seu aniversário, não é? –Ele até parecia entediado com isso, o que me fez sorri.

-Sim, senhor. –Concordei com a cabeça.

Ele beijou o topo da minha cabeça, depois as minhas bochechas e o meu queixo, e por último ele beijou o canto da minha boca. Um arrepio percorreu o meu corpo e meu coração estava tão rápido que eu tive medo que ele pulasse para fora.

-Feliz aniversário. –Ele sorriu.

-Obrigada. –Disse em um sussurro e duvido muito que ele tenha escutado. Aproximei minha boca da dele, mas quando estávamos quase nos beijando, fomos interrompido.

-Emi. –Disse a Pri, puxando a minha mão para que eu me abaixasse.

-O que foi? –Acariciei seu rosto.

-Eu preciso ir ao banheiro. –Ela disse no meu ouvido.

-Claro. –Segurei sua mão e olhei para o Miguel. –E você?

-Eu não vou em banheiro de menina. –Ele cruzou os braços e fez uma careta.

-Eu levo você, campeão. –Disse o Ethan, estendendo a mão para ele.

-Obrigada. –Segurei sua bochecha com uma mão e lhe dei um selinho rápido, e depois fui até o banheiro com a Pri. 

Vai ter mais hj?
♥ Anonymous

Se tudo der certo, acho que sim *—*

1 week ago 0 notes Reblog
Bby, vc demoro pra postar ja estava preocupadaa!!! Emi e ethann <3
♥ Anonymous

Desculpa a demora, mas logo logo sai outro *-*

Emi e Ethan <3

1 week ago 0 notes Reblog

Luuuu

Luuu, eu to aqui pra perguntar se vc pode dá uma passadinha no meu tumblr, eu comecei a publicar uns tipo mini textos e tal com pequenas historias, tipo não escrevo tão bem quanto e tal, mas se vc puder dá uma olhadinha e me dizer oque vc achou :D 

Oiie, claro que eu olhei, linda <33

1 week ago 0 notes Reblog
Maaano ameii! amei amei! Poste o outro loogo.
geisyanematos

Aii, que bom que você gostou, fico muito feliz *—*

Muito obrigada :)

1 week ago 0 notes Reblog